Levamos anos a escuitar nos seus meios de comunicaçom, aos seus líderes políticos e de opiniom, dizer que o nacionalismo é cousa péssima, que se cura viajando e que retrata pessoas fechadas, intolerantes e excludentes, que por essa via chegam à violência e conduzem os países ao desastre.
Eles, os proprietários da ‘naçom de cidadaos livres e iguais’ som, dim-nos, os ‘nom-nacionalistas’. Os ‘simétricos’. Som cidadaos ‘normais’, que falam a língua ‘comum’ e votam nos partidos ‘nacionais’. Os ‘democratas de toda a vida’ que nom olham os erres agás dos vizinhos (desde que nom sejam esfarrapados sem-papéis, entenda-se).
E agora, de repente, a selecçom de futebol, o desporto-rei do Estado monárquico hegemónico na Península, ganha o Euro 2008. Onde ficárom a racionalidade e o cosmopolitismo dos nom-nacionalistas? Onde ficárom, de facto, os nom-nacionalistas?
A orgia patrioteira que padecemos nestes dias, além da vomitiva exaltaçom dos símbolos fascistas que sustentam o actual regime –rojigualda, águia, touro e demais atributos de viril chauvinismo– deu cabo do discurso aquele de ‘o importante som as pessoas, nom os territórios’. O nacionalismo mais rançoso e reaccionário, esse que sempre foi o espanhol, mostra o seu rosto medonho, aproveitando, como sempre fai, a mais mínima conjuntura social, política ou, como agora, desportiva para se afirmar, fazendo boa a máxima do ‘di-me de que presumes e eu digo-te de que careces’.
Nom entraremos –dava para umha reflexom à parte– na mais triste das reacçons à vitória desportiva espanhola: a dos súbditos galegos que assumem o seu papel de ‘espanhóis de quarta classe’, como o ferrolano Guerra da Cal chamava a esses que nestes dias presumem de ser ‘gallegos con eñe’.
Que as naçons oprimidas como a nossa se afirmem, revindicando o seu direito à existência é algo nom só legítimo, mas necessário para quem defende o pluralismo e a diferença como inerentes às sociedades humanas. Nada que ver com essa maré uniformizadora rojigualda que nos abafa, que só aspira a fumigar qualquer identidade que tente existir à margem dos parámetros historicistas do etnicismo nacionalista espanhol. Historicista, sim, porque pretende fundar a sua naçom em Atapuerca; etnicista, também, porque nega aos povos o democrático exercício do direito de autodeterminaçom em funçom das essências superiores e inquestionáveis impostas na sua Carta Magna.
A partir do espectáculo destes dias, cabe perguntarmos: continuarám a autodenominar-se os nacionalistas espanhóis, com total descaramento, ‘nom-nacionalistas’? E os nossos neo-regionalistas, continuarám a reconhecer-lhes tal condiçom, em lugar de aplicarem a rigorosa distinçom, assente desde Lenine, entre o nacionalismo expansionista da naçom grande e nacionalismo defensivo da naçom pequena?
Se algo de bom pode ter esta pornográfica exaltaçom espanhola é que ajude a esclarecer, a quem pudesse ter dúvidas, a natureza do ‘projecto Espanha’ em relaçom a nós, galegos e galegas. Em conseqüência, as ilusons co-soberanistas deveriam dar passagem, entre nós, à assunçom de umha imprescindível conclusom: a nossa radical separaçom jurídico-política constitui a única possibilidade de subsistirmos como povo livre e diferenciado.
Umha pequena nota sobre o nacionalismo:
http://efugidios.blogspot.com/...
E menos mal que NADA tiña a ver o fútbol, os esportos, ca POLÍTICA!!
O NACIONALISMO €$PAÑOL destapóuse sen comprexos! E quenes dubiden da sua existencia xenética e "constitucional" é que o fan por mal.
Maurício, como de costume, um artigo excelente (mais que nada, porque concorda com o que eu penso, ahahaha ;-)).
Como os nacionalistas sempre são "os outros", eles são os "patriotas", ho :-p!
"Pornográfica exaltaçom espanhola". Nem eu o diria melhor.
Bem falado Mauri. Ademais, seica era a selecçom de tod@s e o único galego jogava na Suiça, assi que, que nos estám a vender?
Um abraço companheiro!
Esse detalhe refente a Cabanas (outro "muy español") sempre é recorrente (ao tempo que sempre é marginal) na imprensa ao se falar de futebol, galegos e âmbitos internacionais.
Pero pensais que o nacionalismo galego e' diferente do espanhol? Para min que e' a mesma cousa! Patria, bandeira e mais do mesmo........so' mudamos o nome afinal.
MarinhaLucense, tentarei explicar-te a diferença:
Entre nós inferiores, e nós superiores, está o NÓS simplesmente.
Por isso são radicalmente diferentes os nacionalismos de direitas e os nacionalismos de esquerdas. Um é para conquistar direitos colectivos, o outro para exaltar a raça. Um é solidário, o outro é xenófobo e excluinte. Por isso não podem nunca conviver juntinhos "dentro da casa común que é o BNG".
Falando das bandeiras, nas celebrações havia muitas com um touro, outras pocas com uma águia. Mas viste alguma republicana?
A "pátria" que reclamamos Galegos, Bascos e Catalãos é bem diferente da dos patriotas espanhóis. Conhece alguém algum nacionalismo "periférico" monárquico? ou uma configuração de estado centralista? querem os catalãos exterminar a Língua Aranesa?
Voltando ao tema das bandeiras há bem pouca memória. Para começar, a "rojo y gualda" ou "sangre y oro", como diz Luís Aragonés, esse que canta nos partidos da "Rojilla" o hino franquista e insulta aos "putos negros", é uma bandeira fascista, dum regime genocida que mudou a democrática anterior. Um símbolo fascista que não é neutro, pois ainda há muita gente a qual lhe traz o horror aos olhos.
O "inofensivo" touro, há que lembrar que é um desenho dos neonazis Ultrasur, que quando lhes proibiram entrar com a da "gallinita" em alguns estádios, acordaram "modernizá-la" para saltar a legislação com o touro. O touro viril, símbolo do "deporte nacional y olé", e da "España UNA, con forma de piel de toro". Símbolo criado por grupos de neonazis no fútebol.
Mas como Espanha é como é, esse símbolo ganhou muita popularidade e o seu uso foi expandido. Aproveitando o sucesso vieram as campanhas publicitárias da Seat onde o usava, logo o resgate do logo de Osborne para os seus bebedores de coñac e os seus valados publicitários convertidos em monumento nacional. O touro original é agora o touro de osborne sobre rojo y gualda.
Quando foi o "Centenariazo" os Riazor Blues foram a Madrid à final da Copa d'El-Rey com a vaca sobre a bandeira galega para rir-se dos ultrasur. A humilde vaca frente o glorioso touro da Espanha eterna. O excelente desenho (é a silueta da sinalização de trâfego) colheu tanto êxito que se fizeram milhões de autocolantes e hoje é um símbolo popular galego. Mas é um símbolo ANTIFASCISTA criado para opor-se a outro FASCISTA.
A ideia gostou tanto em Catalunha, que eles copiaram-nos e andan agora com o humilde burro sobre a bandeira catalã.
Um espanhol nunca teria a silueta duma vaca ou dum burro na sua insígnia nacional roja y gualda. Como tampouco uma estrela ou uma fouze e um martelo. Com esvásticas há muitas. Seica os nacionalismos não são todos iguais.
palabras de respiro....
para unha cousa serviu este despregue espanholista: estamos rodeados!!
Machiño estou totalmente dacordo contigo, aínda que non sei a conto de que ven o de "gallegos con eñe" pero tanto ten iso non é o mais importante.
Non sei se está nos choios de Agir, AMI, Nos U.P.,etc, coido que sí aínda que non ando nada seguro, pero se é certo espero e desexo que defendas os teus ideais deste xeito e non apoiando aos que fuchican con explosivos diante das inmoviliarias de certas vilas galegas...
Anti_Lusista, o de "gallegos con ñ" acho que vem a conto de um recente artigo na imprensa que, precisamente, falava em que todo o bom na Galiza levava o Ñ da EspaÑa, que era "galleguiño, con eñe". Não lembro de que ia o artigo.
E as menções a Agir, AMI e Nós-UP, a conto de que vem? Até onde sei, trata-se de organizações legais, assim que muito olho com essas insinuações que fazes.
mceleiro, eu alegreime pola vitoria española. Porque xogaram o mellor futebol e eu gusto disto. Non sempre o mellor futebol gaña tourneios.
Sobre a tua queston das bandeiras republicanas dicirte que eu non vi nenunha porque non sai a celebrar!
Ok, non sabia de que trataba o artigo da ñ.
Despois o do rioio de Resistencia Galega relacionado cas organizacición que citei anteriormente, non digo que sexan ilegais, o que digo e que moitas veces ese tipo de formacións teñen certos roios que non me agradan. Lembrades a Alexandre? Eu coñezo a ise rapaz dende cativo porque estudou comigo, defeito fun eu quen lle recomendou que fixera Historia en Compostela porque quería ir a Ferrol a estudar Humanidades, agora penso que estuda Dereito da UNED en Ourense. Por el coñecin a algunhas persoas de Agir e incluso de AMI, coñecin incluso Ugia, e non lles daba noxo precisamente a loita armada... Hai de todo xa o sei, polo que vexo os que se arredan mais destes temas son os de Agir, porque teñen certas discrepancias con AMI.
Anti_Lusista, gente dessa que dizes que não tem discrepâncias com a luita armada também a há na FPG... e ninguém diz que seja uma organização terrorista. Nem o diz nem insinua.
AGIR, AMI e NÓS-UP não tem nada a ver entre si, para lá de que alguns dos seus membros se conheçam, se definam como de esquerdas (grosso modo) e que utilizem a norma histórica da nossa língua.
De facto, conheço gente de AGIR que milita noutras formações políticas diferentes de NÓS-UP, e que não militam mas votam sempre BNG.
mais a nos insultannos chamandonos "Nazionalistas" mais nos somos Galegos eles si son NAZINALISTAS tudo "polo ben comun"
sempre en galiza
Dende o 2005 polo menos, NÓS-UP (e o seu entorno: Primeira Linha, Agir, BRIGA, etc...) e AMI seguen camiños totalmente separados, despois de que esta última organización saíse de NÓS e se adicase ao que lles gusta e ao que aspiran: ser a jarrai galega, e quizaves (alén das preas no Avante e a queima ocasional de contentores), nalgúns dos seus membros ou simpatizantes, artellar unha 'resistencia galega'.
É obvio que alén dos cuestionamentos morais, dende o punto de vista práctico é unha saída absurda e sen futuro.
O artellamento dunha esquerda seria, soberanista, socialista segue a ser unha tarefa pendente. Tarefa na que AMI non aporta nada...
Ei, que non dixen que a FPG non apoie a loita armada! unha cousa non quita a outra. Neses temas a norma que se escolla non importa. Defeito eu sempre pensei que a FPG non estaba coaligada con NOS por motivos lingüísticos.
Maiakovsky concordo co que dis, defeito o Alexandre pasouse de Agir a AMI, e coido que non está en NOS UP, e Mauricio Castro coido que soamente está en NOS UP.
Por certo as miñas desculpas a Mauricio se lee isto, coido que falei antes de tempo.
Para a xente que ve máis aló do fútbol, ocorren todas estas cousas raras: vermellos, bandeiras, facianas pintadas, touros, aguias, fachas, vómitos...
Para os que nos gusta o fútbol, gozamos cos partidos desta Eurocopa e tamén cos de España.
Unha vez rematado o partido, o demais é como di Maurício: pornografía e lixo político e social.
Para escrever manuais de língua, há que ter mais tino com os pronomes de complemento directo e indirecto.
bem, é a maldiçom de sempre. Como Maurício Castreo é quem é, nom pode opinar, ou se opina, já há que derivar em juízos de valor acerca de NÓS-UP. Pois sim, é um membro de NÓS-UP que quando escreve, sabe do quê está a escrever. Aquí fala-se de tudo, excepto do tema do artigo.
...e o tema do artigo é toda a algarada que se montou de norte a sul e de leste a oeste pola península adiante trás a final da euro. O que é evidente é que a massa social que apoia o nacionalismo espanhol retratou-se como umha caterva misserável e intolerante. A nós nom nos haviam de consentir tanto. Isso sim, como já apontou o Xavier Cordal, som menos dos que presumem ser.
Eu tenho um problema com este texto do Maurício. Nós aqui em Portugal rejubilámos com a perspectiva duma vitória espanhola e fizemos a festa quando ela chegou, festa íntima, mas nem por isso menos autêntica. Os locutores de serviço nas rádios e canais de televisão eram, eles também, como nós: espanhóis por um dia.
Eis porque essas da «pornográfica exaltaçom espanhola» ou da «orgia patrioteira» nos apanham, a nós também. Por rocochete, mas ainda assim em cheio.
De resto, sempre foi e será assim. Se a Espanha jogar, e não for contra o Brasil, seremos sempre 'torcedores' (belo brasileirismo) por ela, qualquer que seja o seu adversário. E também nunca nos verão maior brilho nos olhos do que quando o nosso adversário for... a Espanha. Nunca os nossos cachecóis vibrarão com tanta energia, nunca o nosso hino nos sairá tão gritado. Uma autêntica orgia patrioteira. Pura pura pura pornografia.
Sim, metido entre a espada e a parede, eu concederia que, no nosso apoio à Espanha, fomos «pornográficos». Mas nunca por nunca que fomos «patrioteiros». Muitos somos anti-iberistas da cabeça aos pés. Lutaríamos corpo a corpo se a independência de Portugal estivesse em jogo. Seríamos feliz se, além da Espanha, tivéssemos aqui ao lado mais um país independente: a Galiza.
Em suma: parece-me um bocado ritual (para ficar por um termo simpático) esse espalhafato retórico para desclassificar o entusiasmo de gente que gosta de futebol e duma selecção (aliás muito catalã) que até joga bem.
O desrespeito de Madrid pelos nacionalismos é um facto. Mas supor em cada entusiasta de touro na bandeira sentimentos anti-galegos (para o caso) parece-me um gastadoiro de psicologia.
O teu comentario só se exculpa baseándose na IGNORANCIA da situación vivida.
Ranciadas,
O autor e você terão todos os motivos do mundo para se queixarem. A Galiza vive (eu sei) sob opressão do Estado.
Mas a questão, aqui, é outra. É a do poder de convicção (e, já agora, da oportunidade) de misturar essa opressão com a euforia dos estádios.
Eu, também eufórico, seria - nesta lógica - cúmplice dos opressores da Galiza. Não lhe parece um bocadinho disparatado?
Aloquete, ficas convidado a ler os principais jornais espanhóis e ver a manipulação do triunfo da Espanha como vitória contra os nacionalismos, como triunfo dos valores "nacionales", como elemento de coesão social (!?)... em definitiva, como qualquer cousa excepto como um acontecimento desportivo.
Se o Euro só fosse tratado como o que é (negócio e desporto) e igualmente os triunfos da selecção espanhola, não se passava nada. Mas aconteceu todo o contrário. E é disso do que trata o artigo do Maurício.
E trata-se de um sentimento que mesmo envergonha muitos espanhóis, ao menos àqueles com um mínimo de sentido comum, decência e respeito. Comentários neste sentido que indico podem ser lidos nos fóruns ou ao pé dos artigos de muitos colunistas.
Saudações.
Galeguzo, trata-se então do APROVEITAMENTO IDEOLÓGICO de meia dúzia (mesmo de meia dúzia de milhares) de nacionalistas espanhóis desvairados? Se é disso que se trata, porque responder-lhes com um discurso igualmente transtornado?
Em todos os nacionalismos o aproveitamento ideológico é grande. No nacionalismo espanhol, no português, possivelmente também no galego.
E há «muitos espanhóis», dizes, a quem tudo isso envergonha? Louvado Deus. Ainda há esperança.
Aloquete, a perspectiva muda (e de que jeito!!) desde o facto de PortuGAL posuir umha selecçom de seu. De termos umha selecçom nacional galega propria e OFICIAL termina o problema e mesmo haveria gente que nom teria problema em celebrar e desfrutar do jogo (mesmo a vitoria) da equipe da Federaçom Espanhola, mais e a "Real Federacion Española de Futbol" a quem pom as tachas pra que a Galiza NOM SEJA VISIVEL NO EIDO INTERNACIONAL...Galiza e o ente nacional mais antigo d peninsula Iberica..meresce outro trato (e PortuGAL deveria conhecer isto, sendo a origem de PortuGAL nem lusitana nem farrapos de gaita, mais GALAICA espalhada cara ao Sul moçarabe, e Portugal filho cultural e espiritual da Galiza..... de facto..o Norte de Portugal e POR DEFINIÇOM a Galiza mesma...Sem conhecemento nem ha vida nem ha liberdade..Saudaçons Galaic0-Portuguesas
Maeloc,
Sim, a Galiza é o «ente nacional» existente mais antigo da Península. Isso apanhou o Norte de Portugal, durante algum tempo, sem dúvida.
Mas o Norte de Portugal deixou de ser Galiza em 1139, outros dizem que em 1140, ninguém sabe ao certo - mas imaginemos que estava de chuva, com a tristeza da despedida.
Sim, «a origem de Portugal é galaica». Eram galegos, ou filhos e netos de galegos, os façanhudos cavaleiros cristãos que vieram por aí abaixo, roubando haveres, trucidando vidas, até chegarem às praias do Algarve, em 1249.
Só fizeram uma coisa boa: dar-nos esta vossa língua. Quanto ao resto, falar da «galequidade» de Portugal é um pouco como falar da castelhanidade da Andaluzia...
Um abraço. Eu sei que é só entusiasmo.
Galeguzo, não percas o teu tempo. A Loquete esta não sabe ler castelhano.
Estimado Observador,
Es la más pura verdad: no sé leer castellano. Cómo lo habrá descubierto Usted? Era hasta el momento la mayor vergüenza de mi vida y siempre había intentado esconderlo. Perdone Usted, si puede, mi escaso latín.
"Galeguzo, não percas o teu tempo. A Loquete esta não sabe ler castelhano."
Pois eu juraria que escrevo em galego-português :P
Aloquete, entendo o seu posicionamento, mas peço-lhe igualmente para perceber o nosso. Desde a "comodidade" de Portugal como Estado-nação não se percebem os factos com a mesma dimensão do que a que temos os galegos com sentimento nacional galego, constantemente agredidos polo nacionalismo espanhol. E se o discurso do Maurício fosse igualmente de reaccionário do que o espanholista, acredite que o seu artigo teria de ter algo do que carece: absoluto desrespeito polo adversário ideológico. Cousa que, felizmente, não encontro nas suas linhas.
Saudações.
Maurício Castro naceu en Ferrol en 1970. É profesor de portugués, actualmente adscrito á Escola Oficial de Idiomas da Coruña, despois de dous anos de docencia en Badaxoz.